sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Queima


Pela frente, um caminho
Muitos rumos, sem destino
Chega-se um momento sereno
Que o único sentido é deixar-se
Jogar no fogo e vê-lo te consumir

Transformando alegrias
Transmutando sua vida
Pra dentro de si e pro mar
Olhar do fundo o céu infinito

Lavar-se n’água e renascer



OK...


Pois é
Boto fé
Na moral
Aham
Certo
Tá ligado meu cumpadi?
Que o bagulho é loco?
Que a vida é vã?
Que notre dame é uma igreja velha e morta e foda-se o zé Dirceu?
E a poesia, e o poemorto?
Desmilinguido arroto atômico, desgraçado
Mundano, mutante, errante, arrogante.
Gananciosos desejos
Comissões, descarrêgos
Córregos de água, límpida e gostosa de beber
De sentir na pele uma textura quase infantil.
É o toque das águas de abril.
Em algum momento nasci, em outro vou morrer.
Porque não se sentir a coisa mais confortável que há?
Quero sofrer?
Oxi, sepá meu nego. Um golinho de cerveja todo dia, que sacocaralho...
Essas pessoas, essa bebedeira.
To irritado como se hoje fosse segunda-feira, cinza e triste.
Suja e letárgica. Poeirenta até a alma.

Um respiro lento é como ser um relógio que para, pra depois seguir mais rápido.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Suaves Formas


Suaves formas de nuvens, gritam e te chamam
Suaves formas de nuvens, passam e te levam
Prum som azul mergulho

Dentro desse som você se sente tonto
Acima desse som você sente um estrondo
Do céu que cai na gente

Cai, do alto o céu
No mar

Ondas divagares, pulsam e orbitam
Ondas divagares cabem num lampejo

Dentro de um devaneio



sexta-feira, 24 de abril de 2015

Tra


Tra, tra tra, tra!!
Trato feito entre a polícia e o Estado:

Mais um trabalhador maltratado feito um trapo.



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Guá



É triste com sede água buscar, e somente achar um aguapé cheio de guaraná...



sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sub-Atômicos


Sabe aquela sensação
De avassalamento...
Tudo em volta é gigantesco,
E a gente tão pequeno...
Veja as gotículas d’água
Sendo junto ao vento...

Ai, que bom
Sentir-se soando sem ter tom
Ai, que coisa
A gente esquece, que nós somos passageiros
Que o tempo envelhece
Cada segundo é uma explosão, de acontecimentos

Sub-atômicos