O riso e o choro são parceiros
que quando quicam
controláveis
não fazem jus a sua real função:
Ser são.
Pelo menos até que o próximo não
nos salveguarde na razão.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Pequena Morte
Toalha tátil
De textura frágil,
Que no gesto brusco
Busca a arte
Do tapa que arde nu.
O prazer que vem
Ao voyeur que tem
Delírios com a libido alheia
Satisfação fugaz
Trazida com a Libélula na ceia.
Em mesa minha
tu se sente
d’Olimpo ao mar profundo
nós dois em conjunto
pedimos, rasgamos
fantasias de risível pranto.
À pele quente tu implora
Acato e te domino
A sua boca, canta e chora
Encaixa, destrata
Segura e promete
Ao olhar pedinte que à cama remete
Testa a sorte
Suspira, morde
E agora
Tomba do alto do espaço
Meu corpo
Enquanto a cor do tom
De seu grito fosco
Confirma que
Da pequena morte
Tu sentiu o gosto.
Sempre Ímpar
E a pose
de quem tem posse
é chula, nula.
Não adianta
vai, gesticula
eu continuo sendo criança nua.
Livre como tento,
a procura
de ambiguidade e ternura.
Alguém a acreditar
em como pode um par completar
aquilo que é e sempre sempre será
ímpar.
Notas De Um Crime Atemporal
E a noite noticia
Notas de uma guerra antiga.
Guardo já no jarro
Suas jóias já vendidas.
Estas que me incriminam
De incrível crime crasso.
Igniciono o carro e levo
O leve corpo até a gruta,
Escuto o grito cego da vítima fajuta
E o brilho reluzia...
E a mente esvanecia...
Intelecto vão, vazio, sem noção
Cometer roubo contido
Dá pobreza ao coração
Parque Lage
parada na trilha
no meio da vida
jazia uma cobra
supus que era morta
porém
logo a vi andar torta
parada na trilha
no meio da vida
eu jazia lá posta
supus que era o dia
porém
logo a vida anda torta
no meio da vida
jazia uma cobra
supus que era morta
porém
logo a vi andar torta
parada na trilha
no meio da vida
eu jazia lá posta
supus que era o dia
porém
logo a vida anda torta
Jardim Bittencourt Nascimento Botânico
Tento
mas há barulho.
No meio disso tudo,
viro mudo.
Penso.
Na fricção da roda
no asfalto da rua.
No transeunte de bosta
que xinga a moto na curva.
No porteiro que grita
aos católicos que avista.
No cachorro que late, caga,
depois alguém pisa.
Nesse sol, lindo,
digno de meio-dia.
Tento
ainda há barulho.
No fundo,
melhor virar surdo.
mas há barulho.
No meio disso tudo,
viro mudo.
Penso.
Na fricção da roda
no asfalto da rua.
No transeunte de bosta
que xinga a moto na curva.
No porteiro que grita
aos católicos que avista.
No cachorro que late, caga,
depois alguém pisa.
Nesse sol, lindo,
digno de meio-dia.
Tento
ainda há barulho.
No fundo,
melhor virar surdo.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Travessia por Leminski
O porquê do roubo?
Porque tamanha picaretagem?
Um livro não vale dinheiro,
Vale é coragem.
Assinar:
Postagens (Atom)