Tento
mas há barulho.
No meio disso tudo,
viro mudo.
Penso.
Na fricção da roda
no asfalto da rua.
No transeunte de bosta
que xinga a moto na curva.
No porteiro que grita
aos católicos que avista.
No cachorro que late, caga,
depois alguém pisa.
Nesse sol, lindo,
digno de meio-dia.
Tento
ainda há barulho.
No fundo,
melhor virar surdo.
terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Travessia por Leminski
O porquê do roubo?
Porque tamanha picaretagem?
Um livro não vale dinheiro,
Vale é coragem.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
To Feliz
Parce que nao tenho capacidad
De acaba nad
Sem ânimo mas com vontade
Bizarra condição sóciomaterialexistencial que vivo no exat
instante minuto segundo.
Quero delirar mas permanecer sóbrio, ser criança e sábio
ancião,
homem e mulher,
gato e cão.
Me observo de longe, choro, grito mas não me ouço, me iludo,
jogo o jogo.
Chuto a porta, a parede, o teto e o chão
Pra que permanecer sóbrio em vão
Pra que permanecer sóbrio em vão
Pra que permanecer sóbrio em vão
Pra isso
Parar, sentir e não pensar
Não dá
Racional é minha essência, minha pré existência? Minha pós
em Madrid hahahahaha, chafariz de emoção a flor da pele.
Volta a condiçãoo insular do homem
Insuportável
Suportável
Insuportável
Suportável
Insuportável
Suportável
Insuportáce
Suportavel Insupritavel
UsuOEIRPO
Cor, matiz, sincero triz da raspa que passa pela minha
jugular que pulsa e acaba em lágrima... sempre em lágrima..,
Ou melhor e comum, convencional, jejum, GRITO
Escute o peregrino, escute-o
O mundo é um moinho, escute-o
Já to cansado de ficar parado, quero me mover mas pra qual
lado.. kkkkk
Risíveis suplícios infanto juvenis, pelo menos... pelos
menos...
Pelo mais
Sempre pelo mais, nunca pelo menos. Será?
Será que isso me condiz, será que um dia haverá satisfação?
Será que um dia haverá a plena e verdadeira felicidade?
A Saciedade, o nada mais,
a sociedade
relação intrínseca, beirando o impossível da existência e
completude e da falta de inocência, coerência
quero doce pra sempre
me isolar
mentir
roubar
enganar o mundo
me matar
e continuar por um segundo eterno
vivo
espero
morto
entérro.
I cant get no fucking satisfaction shit
Cadê minha sobriedade que não volta, cadê minha felicidade
que as vezes aflora?
Tristeza
Teresa, tá tudo tranquilo teresa, fica na paz
Tamo na paz
Tamo junto
Sempre, aaaaaaaaaaaaahhhhhh
Malditas letras tão absurdamente mordazes e capetas nunca
dizem a verdade, nunca exprimem! Elas não falam! Só sugerem! Cadêe o grito
porrrra?? Cadê o som caralho!! Agiugpiudipufbivebiuevbiuwbuibjrbjkbjrw;bjr
Cadêe a araicaaa a raiva a raiva ariva....
Como exprimir a plenitude?
Com um olhar, uma foto, um filme, um sorriso, você...
Mas com letras não sei se sou capaz, você aí lendo isso acha
o que
Que eu to possuído pelo Satanás né, fala tu
Me exprimir por esse teclado me dá mais prazer do que anos
de analista
Agora resultados...
Só momentâneos
Mas ao menos há você que lê
Que pensa e vê ou sepá não tu pode ser cego e tá ouvindo meu
procedê.
Será
Será
Loucura, loucura, loucura
Vai se fuder Fauto Silva, vai tomar no meio do olho do seu
cú teu vagabundo, não banaliza, não banaliza, porque ela é linda.
Sorrio
To feliz
Por um instante
To feliz, e amanha vou estar mais
Basta fazer sol e ela me beijar com vontade, e me olhar com
vontade e me sorrir com vontade, no final é sempre isso né
Piegas
Ao menos to feliz.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Ônibus
Desenterre sua libélula fúlgida, sob desejosos lampejos cálidos.
Satisfaça a mística úmida, fogosa e desnuda.
Líbero apita, escrevo o escasso de nós dois e o pique capta o oblíquo descaso de olhos tímidos e límpidos.
sábado, 29 de junho de 2013
Lúcida Perene
deixa de ser cômodo
aos Bancos de areia sob os navios de jasmim,
apesar do encanto de suas flores no jardim...
Levante!
Volte e traga o poder de ter e
deter o
determinismo desenfreado
do freio quebrado,
que nos leva
de leva
em leva
ao levante da lava que nos espera
como meros espectadores
comendo pêra
na mesa
dos desesperados.
Péra! Se acalme,
a cal ainda está a secar-me.
Falta ser fosco e forte como Lúcida Perene
escondida sob o frígido frasco das fotografias de fre
é ela, mulher p/b, fatal e sem rosto
pronta a prestes ser posta à jurisprudência no mês de agosto...
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Terno
O momento terno,
certo, errado.
Espero
o momento certo,
justo, terno.
Pusto perante a lei do cérebro mortal,
irreverente e juvenil, total
idade da descoberta da serenidade
em contra-partida à verdade
do terno,
justo, espero.
Estrângulo da lânguida glândula apócrifa...
No mar de Teseu Afrodite perde a mente
e a capacidade de cipá chá-la.
Xô e oi, palavras lavradas à óleo
que fritam a truta na cabeça confusa
e limpa, límpida delabacedô.
E volta-se
À taradastrada
do Rio De Janeirrô.
Me pus a pé, téti a téti contigo,
e você me abandonô.
Me livrou dincrível vício,
ao purpôr parêntesis
nafalá equivocada,
milivrei da liberdade.
E foda-se o terno,
justo, certo, errado,
espero...
sábado, 22 de junho de 2013
Tesão onBus
Dorapá nu trânsito
Penso em sânscrito:
Onde está seu olho,
Sua boca e também o outro.
Sua voz na vaibe certa,
Nosso beijo, leve despertar
De intensos devaneios.
Ao cheirar o seu cabelo
Uma mão vai ao seu peito.
Com seu toque sinto-me belo.
Com a outra ao intenso gozo espero
Te levar certo, a múltiplos áis
Uis, vai, fui, Tomáááixxx.
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